domingo, 18 de outubro de 2015

O jogo

Mariana Félix

Sempre escuto as pessoas falarem sobre medo. Existem vários tipos, o que eu irei me referir nesse post, é o de amar alguém.
Esses dias minha amiga chegou pra mim e disse “Aceitei o pedido de namoro dele. Sinto como se fosse o meu primeiro namorado. Eu não deveria estar me sentindo assim. Tenho medo que não dê certo.”
Na minha opinião, falar sobre amor, paixão, não há um tempo exato em que isso possa acontecer. Tenho uma amiga que demorou três anos pra começar a namorar, outra que foram questões de dois meses, outra que foi de imediato. Para mim tão tem “cedo demais”, nem “tarde demais”. Tudo é questão do tamanho da intensidade do sentimento.
O medo faz parte de tudo, mas se ele for priorizado, você deixaria de fazer varias coisas. O seu futuro quem faz é você. Terá apenas duas opções: ser corajoso e ir em frente, mesmo sem saber o que pode acontecer, ou ter receio de quebrar a cara.
Todo mundo tem seus medos, inclusive eu. Medo de me entregar, e no final não dar certo. O bom é que só existem dois, o que você é feliz, e o que você ganha experiências para não mais cometer os mesmos erros.
“Tudo aconteceu rápido demais”.
Não existe rápido ou devagar. O que tem que acontecer acontece independentemente da duração da coisa. Se é recente ou antigo. O amor não tem cara, nem formato, é apenas um sentimento que as pessoas tem umas pelas outras. Vai se dar bem no fim? Não sei, ninguém sabe. Vai dar tudo certo? Também, ninguém sabe. Apenas faça sua parte, para um dia você se olhar no espelho, com a consciência limpa e dizer “fiz meu papel”.
O amor é uma coisa imprevisível. Pode nascer dentro de um ônibus, em uma festa, num hospital, em uma rede social, na escola, em todo tipo de lugar. Para que ele dure, basta que você seja você, e faca valer a pena.
Quantas vezes você clicou em “Try Again” em um determinado jogo, porque não alcançou o objetivo?
A vida é a mesma coisa. Você tenta, erra. Começa novamente, já não erra naquela mesma parte, mas erra em outra, e assim vai. Dessa maneira aprende a passar pelos obstáculos que existem, pra não persistir no mesmo erro.
Aprendi que para o Mario salvar a Princesa Peach, ele precisa morrer varias vezes. Percorre o Reino de Cogumelo, entre outros, ate que uma hora, mesmo sem ou com o Yoshi, ele a salva. É assim que é a vida. Aperte o "Play" ou o “Try Again” quantas vezes forem necessárias. Viva, sofra, ame, chore, sorria, corra, grite. A vida é uma só.

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