Mariana Félix
Eu estava atrasada mais uma vez pra chegar no trabalho. Passei por você que, provavelmente nem lembrava de quem eu fui. Você usava um tênis preto, com o cabelo bagunçado, uma barba por fazer, camisa polo azul marinho, e bermuda. Do lado direito havia uma criança que segurava na sua mão, provavelmente seu filho, ao lado esquerdo uma mulher morena de cabelos longos, que usava um vestido florido. Imaginei que fosse sua mulher. Achei linda a suposta família que você formou. Mas ao te ver, um filme me veio a cabeça, me fazendo lembrar de tudo que fiz pra você me notar, das noites que passei em claro imaginando minha vida com você, das lágrimas que caíram quando você passava por mim todos os dias "namorando" uma menina diferente.
Um dia eu talvez me perdoe por ter feito tanta coisa em vão pra você me notar. Eu estava entrando na adolescência, tinha apenas 12 anos. Tava naquela fase em que descobrimos o amor. Aquela fase do primeiro beijo, de começar a se arrumar pra mostrar as pessoas o seu corpinho, que está começando a se definir.
Você me fez ver o quanto eu fui idiota por ficar tentando uma coisa que eu nem sabia o que era direito. Amor. O que é isso?
Há tantas formas de amar. Há tantas formas de amor. Amor de verdade é quando você faria qualquer coisa por uma determinada pessoa. Há amor fraterno, amor de fã, amor de amiga, amor de amor, se é que me entende. Esse amor que a gente as vezes sente por alguém que entra na nossa vida. Que a gente tem vontade de ficar o dia todo conversando, vontade de abraçar, de fazer carinho, de beijar, e, ate mesmo, de se tornarem um só.
Na minha vida, apenas existiu uma pessoa em que eu pensei e senti isso tudo, você.
Se acaso um dia ler, deve estar pensando "como uma menina de 12 anos pensava nisso tudo?". Eu respondo. Começou aos 12, foi ate os 17. Cinco anos. Não sei como surgiu esse amor todo que um dia senti.
Meu primeiro beijo. Minha primeira paixão. Minha primeira ilusão. As primeiras lágrimas derramadas por amor. Minhas noites em claro. Conversas sobre você jogadas fora. Aquela palpitação que eu sentia quando via você vindo na minha direção. Tudo isso foi por causa da sua presença, que causava uma enorme frenesi.
Sei que você não teve a mínima culpa nisso tudo, na verdade a culpa foi do meu cérebro e o meu coração. Os dois como sempre brigando, um dizendo "vai, investe nele!", e o outro "acorda menina, você vai se dar mal!". Mas como sempre, o coração falou mais alto. E o cérebro, que ja tinha perdido essa luta, o ajudou criar coisas, palavras, gestos e olhares que não existiam na verdade, apenas nos meus sonhos.
Esse amor, que eu jurei ser para sempre, ainda existe. A concepção de "para sempre" não significa dizer que não acabará, significa que vai existir dentro de nós, ate o fim. Mas o fim de que? Não sei.
Obrigada por esse carnaval de sentimentos que foi o começo da minha vida. Se não fosse você, eu não seria essa pessoa que sou hoje. Espero que um dia você leia isso aqui, e nunca se esqueça de nada. Um grande beijo, Raíssa.
Eu estava atrasada mais uma vez pra chegar no trabalho. Passei por você que, provavelmente nem lembrava de quem eu fui. Você usava um tênis preto, com o cabelo bagunçado, uma barba por fazer, camisa polo azul marinho, e bermuda. Do lado direito havia uma criança que segurava na sua mão, provavelmente seu filho, ao lado esquerdo uma mulher morena de cabelos longos, que usava um vestido florido. Imaginei que fosse sua mulher. Achei linda a suposta família que você formou. Mas ao te ver, um filme me veio a cabeça, me fazendo lembrar de tudo que fiz pra você me notar, das noites que passei em claro imaginando minha vida com você, das lágrimas que caíram quando você passava por mim todos os dias "namorando" uma menina diferente.
Um dia eu talvez me perdoe por ter feito tanta coisa em vão pra você me notar. Eu estava entrando na adolescência, tinha apenas 12 anos. Tava naquela fase em que descobrimos o amor. Aquela fase do primeiro beijo, de começar a se arrumar pra mostrar as pessoas o seu corpinho, que está começando a se definir.Você me fez ver o quanto eu fui idiota por ficar tentando uma coisa que eu nem sabia o que era direito. Amor. O que é isso?
Há tantas formas de amar. Há tantas formas de amor. Amor de verdade é quando você faria qualquer coisa por uma determinada pessoa. Há amor fraterno, amor de fã, amor de amiga, amor de amor, se é que me entende. Esse amor que a gente as vezes sente por alguém que entra na nossa vida. Que a gente tem vontade de ficar o dia todo conversando, vontade de abraçar, de fazer carinho, de beijar, e, ate mesmo, de se tornarem um só.
Na minha vida, apenas existiu uma pessoa em que eu pensei e senti isso tudo, você.
Se acaso um dia ler, deve estar pensando "como uma menina de 12 anos pensava nisso tudo?". Eu respondo. Começou aos 12, foi ate os 17. Cinco anos. Não sei como surgiu esse amor todo que um dia senti.
Meu primeiro beijo. Minha primeira paixão. Minha primeira ilusão. As primeiras lágrimas derramadas por amor. Minhas noites em claro. Conversas sobre você jogadas fora. Aquela palpitação que eu sentia quando via você vindo na minha direção. Tudo isso foi por causa da sua presença, que causava uma enorme frenesi.
Sei que você não teve a mínima culpa nisso tudo, na verdade a culpa foi do meu cérebro e o meu coração. Os dois como sempre brigando, um dizendo "vai, investe nele!", e o outro "acorda menina, você vai se dar mal!". Mas como sempre, o coração falou mais alto. E o cérebro, que ja tinha perdido essa luta, o ajudou criar coisas, palavras, gestos e olhares que não existiam na verdade, apenas nos meus sonhos.
Esse amor, que eu jurei ser para sempre, ainda existe. A concepção de "para sempre" não significa dizer que não acabará, significa que vai existir dentro de nós, ate o fim. Mas o fim de que? Não sei.
Obrigada por esse carnaval de sentimentos que foi o começo da minha vida. Se não fosse você, eu não seria essa pessoa que sou hoje. Espero que um dia você leia isso aqui, e nunca se esqueça de nada. Um grande beijo, Raíssa.
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