Mariana Félix
Eu, que não
sou nada discreta e muito desajeitada, estava correndo pra chegar a tempo na
faculdade, quando que por 3 segundos de descuido da minha parte, quando olhei
pro lado, admirando um outdoor, onde
nele informava o show de uma banda que eu amo, quando me virei, já foi me
deparando com a pessoa mais linda desse universo bem em cima de mim. Foi por
uma boa causa, claro, porque se ele não tivesse feito isso, tenho certeza que
eu nunca na vida iria para aquele show de Scambo...
Logo que fui
tentar levantar, e fui apoiar a mão no chão pra me levantar, senti uma dor
absurda, que quase me levou à loucura. Dei um grito estridente, que além da
vergonha de ter caído no chão e de quase todo mundo estar olhando pra mim,
ainda teve esse grito que, foi o ponto para ser o centro das atenções. Como eu
havia dito, não sou nada discreta.
O George (o
garoto que me salvou) estendeu a mão para me ajudar a me levantar, e eu
aceitei.
Assim que eu
levantei, tinha que me abaixar novamente para pegar meus materiais que haviam caído
comigo, mas quando me projetei a fazer isso, ele segurou meu braço (o que não
estava machucado), me impedindo de me abaixar. Claro que eu entendi o recado,
foi tipo assim “Eu pego pra você”.
Fiquei parada
alguns segundos olhando pra ele, analisando cada movimento. Na hora do susto,
meu corpo liberou uma grande quantidade de adrenalina, talvez esse fosse o motivo
do meu coração estar batendo tão rápido.
Logo depois
senti algumas reações muito perigosas, como por exemplo, o sorriso de canto de
boca, retardo mental, cegueira temporária, e uma quantidade absurda de substancias,
dentre elas dopamina e feniletamina.
Eu tinha que
ir urgentemente ao médico, porque eu tinha quase certeza de que eu estava doente, talvez o diagnóstico dele não fosse o mesmo que o meu. Eu tinha certeza que estava com uma grave doença, paixão.
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